segunda-feira, novembro 23, 2015

Situação em Mariana - Aspecto Humanitário.


Conforme havia mencionado anteriormente, estive na cidade de Mariana-MG, no período de 19 a 22 de Novembro do corrente ano, e fiquei impressionado com o que vi no que tange ao aspecto ajuda humanitária. 
Mariana-MG é uma das mais belas cidades históricas do estado de Minas Gerais (fonte: wikipedia.org) e bastante visitada por está inserida no circuito da Estrada Real.
Observa-se que, duas semanas após o rompimento da barragem, a cidade está com suas atividades rotineiras normalizadas e que a Empresa Vale do Rio Doce/Samarco e os órgãos governamentais em todos os níveis desempenharam um trabalho excepcional nos momentos iniciais quanto ao socorro à população atingida. 


O rompimento da barragem não afetou a cidade como um todo, tão somente as comunidades ribeirinhas de um afluente do rio Doce. Esta população foi totalmente atingida, principalmente o vilarejo de Bento Rodrigues, que dista uns 25 km do centro da cidade com acesso por estrada de terra, além de outras localidades menores. A energia potencial dos reservatórios rompidos foi capaz de escavar crateras de até 15 metros de altura em locais onde o rio tinha menos de dois metros de profundidade.

Enquanto estive na Comunidade de Bento Rodrigues, observei que os moradores, em sua totalidade, foram removidos inicialmente para abrigos e transferidos para hotéis e casa alugadas pela Empresa Vale do Rio Doce/Samarco. Conversando com moradores atingidos pela tragédia, percebi o contentamento deles referente à ajuda recebida da Empresa, dos órgãos governamentais e da igreja local.

Não falta moradia, alimento, apoio médico ou outras questões emergenciais. A população atingida diretamente pela catástrofe está abrigada dignamente e manutenida de suas necessidades básicas.

A mídia não relata as atividades que dão certo, ela quer vender notícia desencontrada e gerar pânico e frustrações na sociedade. O que a mídia não informa é que a cinco anos a Empresa Vale do Rio Doce/Samarco vinha tentando comprar as propriedades dos habitantes ribeirinhos pelo dobro do valor de mercado, o que demonstra que a mineradora possuía um plano de contingência, e observa-se claramente em sua resposta a este evento em conjunto com os órgãos governamentais.
A prefeitura da cidade e os órgão estaduais de Defesa Civil foram rápidos e precisos. Gostaria de salientar o incansável trabalho do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Minas Gerais. Duas semanas depois do ocorrido, enquanto estava na Comunidade de Bento Rodrigues, (em um sábado) equipe embarcada em helicóptero ainda estava realizando busca.

Em uma situação de emergência, os momentos iniciais são cruciais para o socorro á vida humana, neste episódio, como em tantos outros, existe um fator que é muito pouco comentado e que denominarei de fator "herói anônimo". Gostaria de deixar registrado o esforço da diretora da escola que com liderança impecável salvou todos os seus alunos. A senhora Paula que, em sua moto, conseguiu alertar um grande número de moradores. Também de todos os heróis que participaram direta e indiretamente de socorro as vítimas. Estes merecem ser condecorados em Brasília para todo brasileiro sentir-se orgulhoso. Parece que o governo e a sociedade estão preocupados em condecorar somente atletas e campeões esportivos. Pense nisto!

Aos parentes das vítimas, pesar e tristeza, aos demais sobreviventes, vida que continua.

Parabéns MARIANA-MG pela sua força e trabalho conjunto.
Parabéns Vale do Rio Doce/Samarco, Prefeitura, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil pelo trabalho coordenado.

Comentário: percebe-se que a economia de cidade gira entorno da mineradora e que a Empresa Vale do Rio Doce/Samarco é uma indústria de produção mineral, onde seu produto é escoado para os portos de Tubarão e UBU localizados no estado do Espírito Santo. Como toda grande empresa, a Empresa Vale do Rio Doce/Samarco tem que lidar os com riscos em sua produção. Criticar e ridicularizar uma empresa nacional exportadora de minério contribuidora da balança comercial, por um fato atípico, é não valorizarmos o equilíbrio da nossa economia. Sejamos realistas, onde estão os órgão do governo que autorizaram a construção das represas? Quais as responsabilidades dos órgãos fiscalizadores? É muito simples colocar a culpa na presidência da Empresa Vale do Rio Doce/Samarco geradora de empregos e dividendos para o país.

Observação: Não nos cabe comentários sobres aspectos indenizatórios, impacto ambiental, questões políticas ou religiosas. Nosso foco é somente com o suporte a vida humana logo após a tragédia. Também gostaria de salientar que não temos nenhuma pretensão comercial, econômica, ideologia política de esquerda ou de direita. Nossa motivação, suporte à vida humana nos momentos iniciais de uma catástrofe.

Carlos Gomes
Capitão-de-Corveta Fuzileiro Naval (Reserva)



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